Je ne suis pas Charlie – Eu não sou Charlie Hebdo

 

Um breve comentário com o que ocorreu na França e mexeu com o mundo.

 

O mundo vem aderindo ao que a mídia internacional vem mascarando e só se fala em “Je suis Charlie”, porém eu critico e como sou adepto a analisar sempre os dois lados da moeda digo que “Je ne suis pas Charlie”, critico também a revista Veja, a Globo e demais canais de comunicação que estão cobrindo o fato de maneira tendenciosa e forçando aos leitores a odiar os muçulmanos.

Eu condeno os ataques, ninguém pode pagar uma divida matando pessoas, os muçulmanos de verdade repudiam as ações desses terroristas, os muçulmanos também repudiam insultos que a Charlie Hebdo faziam ao profeta Maomé, Maomé é o Deus do Islã, O Princípio defendido pelo Alcorão é que o profeta Maomé não pode ser retratado, de jeito nenhum. É o preceito central da crença islâmica.

 

Acho que boa parte do mundo nunca ouviu falar em Charlie Hebdo, revista francesa especializada em “humor” com charges, mas no dia 07 de janeiro de 2015 muitos ouviram falar desse jornal, um terror causado por homens radicais infiltrados no Islã, que se dizem defensores de Maomé, mas que na verdade são terroristas infiltrados no Islã, religião essa que só cresce com mais de 1 bilhão de adeptos espalhados pelo mundo.

Após o acontecido fui analisar melhor a revista, suas charges, o seu “humor negro”, discriminatório, que assim como a França é totalmente preconceituoso, que trazem preceitos da época das cavernas.

Para se ter uma noção de como eram as charges desse periódico Francês contra os muçulmanos, que faz humor de maneira desrespeitosa, podemos fazer uma analogia com o Brasil, se a Charlie Hebdo fosse aqui no Brasil ele iria fazer charges dizendo que todo negro é bandido, que o negro não merece vencer na vida, poderia também fazer charges de um pastor evangélico por exemplo chutando a imagem de nossa senhora, era assim que esse jornal fazia e vai continuar fazendo seu humor.

A França é um país xenofóbico, e agora tenta pregar no mundo a islamofobia, aproveitando a repercussão que o caso tomou conta no mundo, tenta esquivar-se da culpa pelo atentado. A França tem a maior população de muçulmanos da Europa com mais de 6 milhões, sendo a maioria imigrantes e descendentes das diversas colônias francesas. Os muçulmanos não são inseridos na sociedade Francesa, são descriminados, maioria são pobres, sem acesso as boas condições que os Franceses tem, ser muçulmano na França é ser tratado como terrorista, imigrante.

Portanto devemos analisar os dois lados da moeda, entendendo o por que do atentado, jamais defendendo o que os terroristas fizeram, mas fazendo justiça aos muçulmanos que são descriminados no mundo.

 

CHARLIE HEBDO não me representa, não faz parte do humor que admiro.

 

Julio Cesar